
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
PRESENÇA DE DEUS

domingo, 30 de agosto de 2009
SEMENTE DO AMANHÃ
Para não ter medo, que este tempo vai passar...
Nunca se entregue,
nós podemos tudo,
domingo, 23 de agosto de 2009
AINDA SOBRE SER PSICÓLOGA...

quinta-feira, 20 de agosto de 2009
SOBRE SER PSICÓLOGA

Mas hoje nao vou falar sobre isso. Quero dizer sobre uma opinião que é quase um consenso... O fato de acharem que "os psicólogos são meio loucos!" Às vezes, a gente passa essa idéia mesmo. Eu mesma me acho "doida" em alguns momentos e acho muito difícil conviver comigo mesma... rsrsrs
Devemos mesmo ser meio "loucos"! Ninguém em sã consciência escolheria passar hoooras do seu dia partilhando do sofrimento do outro. Acho que seria bem mais prazeroso ser um jardineiro que cultiva belas flores ou um engenheiro que constrói amplas casas. Quem sabe fosse mais grandioso ser um médico que salva vidas ou mais vantajoso ser um garimpeiro a procurar pedras preciosas...?
Quer saber? Somos, sim, tudo isso! Tal qual um jardineiro, cultivamos esperança e como o engenheiro construímos lares mais harmoniosos. Garimpamos. E como é árdua a garimpagem!!! Esforço mental e emocional muito além daquela caricatura do psicoterapeuta que "dorme" enquanto o outro se lamuria... E encontramos pedras preciosas até então não sabidas nem mesmo por aquele que as carrega. Por isso, ouso dizer que, tal como médicos, salvamos vidas...
Não! Não somos superpoderosos, magos ou videntes! Mas buscamos sim, a magia do poder de transformação que acreditamos escondido em cada ser. Por isso, quero dedicar aos meus companheiros psicólogos os meus pesares e minhas congratulações...
Meus pesares por compartilharem comigo as agruras dessa profissão que, porque ainda incipiente, nos exige tanto esforço, coragem e determinação. Mas a vocês também minha homenagem por acreditar que é possível, por persistir na luta e por acreditar que o sofrimento humano não precisa ser a regra.
Se ter como objetivo ajudar o outro, aceitar a pessoa que se coloca pra nós sem julgamento, acolher a diversidade, se comover com o sofrimento alheio é ser "louco", então somos mesmo loucos! E que pena que nem todos o sejam...
domingo, 9 de agosto de 2009
domingo, 2 de agosto de 2009
NO MUNDO DOS SONHOS
Quero um mundoonde a censura já não se imponha,
a perfeição não seja exigida,
as desabilidades sejam acolhidas.
Quero um mundo no qual
as verdades sejam ditas,
os automatismos questionados
e as palavras refletidas.
Quero as diferenças respeitadas,
a inteligência aguçada.
Quero uma vida engraçada.
QUERO...

quarta-feira, 29 de julho de 2009
MÁSCARAS
"Fiz de mim o que não soube,
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era
e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pregada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó
que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo.
E vou escrever esta história
para provar que sou sublime."
quarta-feira, 15 de julho de 2009
QUERO SER UMA ÁRVORE...

Quero ser uma árvore EXUBERANTE, que compartilhe com os outros sua BELEZA, mas que reconheça que beleza maior é a da floresta INTEIRA.
quinta-feira, 9 de julho de 2009
VIR A SER

sábado, 4 de julho de 2009
DA MINHA JANELA...
quarta-feira, 1 de julho de 2009
PORTAS

quarta-feira, 17 de junho de 2009
RECRIAR

sexta-feira, 12 de junho de 2009
DE VOLTA...

quarta-feira, 27 de maio de 2009
CRÔNICA

Calmamente ele retira o envelope da mochila. Voltava do colégio e resolveu aproveitar o tempo que passaria no ônibus para ler a carta que recebera. Era um envelope branco, lacrado com uma etiqueta vermelha, brilhante, que ele procurou abrir com todo cuidado. O colega ao lado ficou curioso, se entreolharam. De dentro do envelope, retirou um papel dobrado, também lacrado. Mais uma vez, retirou com todo cuidado a etiqueta revelando um cuidado e instigando uma curiosidade: o que mereceria tanto cuidado de ambas as partes, do leitor e do remetente?
Finalmente, uma folha de caderno manuscrita. Retirou-a, abriu, desdobrando parte por parte como que receoso em saber o que ali estava escrito. Olhou para o colega e meio que se esquivando do olhar curioso do vizinho começou a ler, informando apenas que recebera de uma garota do colégio, da outra turma. Prosseguiu então a leitura. Por vezes sorria e comentava algo com o colega, ainda que tentando esconder a carta para que ninguém pudesse acompanhar a leitura. Alternava entre o sorriso e uma expressão séria, um olhar compenetrado, como que estivesse preocupado com o que faria com a informação que estava a receber. Uma carta de amor, possivelmente. De confissão de um amor adolescente, desses que se apresenta e a gente não sabe o que fazer, como revelar. Que nos estufa o peito, trava a garganta, ilumina os olhos... A carta foi a maneira que a jovem encontrou para revelar esse segredo. E ele, ali, meio que atônito, sem saber o que fazer com isso que lhe foi endereçado. Não a carta. O amor! A carta, ele, com o mesmo cuidado, devolveu para a mochila. O amor? Bom, esse não pude saber o que foi feito dele. O jovem desceu do ônibus antes que pudesse me dar qualquer pista de como terminaria a estória. O olhar preocupado? Esse permaneceu. Como se não soubesse o que fazer, que caminho tomar, o que escolher. Pensativo continuou, como que lhe pesasse a decisão em como responder ao sentimento. Talvez não estivesse preparado para a notícia. Talvez goste de outra. E como dizer isso a quem nos ama? Dizer que amor não escolhe? É clichê, mas não é a pura verdade? Talvez pensasse em se dedicar a esse sentimento, mas será que valeria a pena? Estaria pronto para a responsabilidade que emana de tamanho sentimento? Não sabia. Como saber, senão tentando?!
Se de fato foi isso que aconteceu, também eu, não sei. Imagino! Não poderei afirmar. Afinal, uma crônica não é simplesmente nosso olhar sobre um fato com o qual nos deparamos?!