
Onde só tem o breu, vem me trazer o sol,
Pode abrir a janela, noites com sol são mais belas

Ah! essa tal racionalidade... Que nos desperta dos devaneios, interrompe nossos suspiros apaixonados, questiona nossas impressões que achávamos mais certeiras, arrefece os desejos mais intensos de felicidade. Para evitar os sofrimentos, torna-se uma 'estraga-prazeres'. Insiste em dizer pra emoção: 'Não, você não é tudo; você não pode tudo'. E como a dona da razão chega freiando, colocando cada coisa em seu lugar. Nos acorda do sonho mais doce e nos lembra que a realidade é o que temos de concreto. E que seria bom que sonhássemos apenas com base nessas 'evidências reais'. Pelo menos se não quisermos nos estatelar quando chegar a hora de cair das nuvens...

Pois é, caro amigo... Como fugir de uma armadilha como essa?? Como dizer a um coração sempre predisposto a se apaixonar pela vida, pelas pessoas, pelo o que há de simples e genuíno nessa vida pra ir com calma?!
Não há escapatória... Agora que resolvi voar com asas de borboleta, só mesmo pagando pra ver. Talvez chegue à conclusão que foi perda de tempo... Mas aí, me fio nos dizeres de Saint-Exupéry... "Foi o tempo que perdeste com tua rosa que a fez tão importante" e percebo que não é perda de tempo cuidar daquilo que nos é caro.
Quando percebo que se entregar é único caminho pra viver verdadeiramente passo a entender que é preciso pagar o preço... Talvez seja isso a tal maturidade... O passar dos anos deve nos servir pra alguma coisa, né ?! Correr o risco e assumir as consequências da nossa escolha.

Ver cada coisa do tamanho que é.

